Esses dias as pulgas chegaram em mim.
Planejaram a revolução, chegaram num bando...
Me perguntaram:
- Deus é ateu?
Uma delas entrou no meu pé.
Moranga!
Bem, eu a cultivei por algum tempo, ela me maltratava: coçava de dia e de noite doía, é o ciclo natural dela, é assim que as coisas funcionam, de forma invasiva ela fazia parte do meu sistema, eu de de certa forma adorava aquela companhia, comichão e dor se expandindo em minha carne, era de certa forma... prazeroso... eu apreciava a sua escolha por mim.
O mais apreciativo era que eu sabia exatamente quando e de que forma removê-la, e foi isso que fiz usando uma agulha de costura e um isqueiro e também um pouco de álcool.
Ficou um buraco ali com ela removida e descartada em cima de um pequeno pedaço de folha de papel, tudo preparado para incendia-la. Eu a encarei nos olhos e perguntei:
- Deus é ateu?
Depois a queimei...


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