quem sou?

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Cigarros e café, calmo e agressivo que acaba empaticamente apático. No inverno se sente bem e olhando para o oceano sabe que nada mal pode acontecer.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

perdi o brilho, envelhecemos e opacamos, culpamos a sociedade, mas a energia vem de nós mesmos, forço em me acender, não sabendo se o brilho é verdadeiro ou apenas um fantasma, mas não consigo convencer os vagalumes, eles perderam o interesse, não me buscam mais, as vezes eu encontro algum, e o seguro em minhas mãos, e vislumbro seu brilho, até a sua morte, isto não é certo nem errado, é apenas como as coisas são, há quem não se interesse por vagalumes.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

aos poucos ele desaprendeu o jeito de caminhar
no desespero tentou correr,
se atrapalhou,
aprendeu com o respeito pelo medo
moldado a sua deficiência
mas ainda é funcional
aprender a caminhar novamente
diferente
inevitavelmente torto
inflado
desinflado
dramático
papeis trocados





sábado, 24 de março de 2018

schopenhauer

O Jogo da Morte

Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça.(…) No final, ela vence, pois desde o nascimento esse é o nosso destino e ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível, da mesma forma que sopramos uma bolha de sabão até ficar bem grande, embora tenhamos absoluta certeza de que vai estourar.




quinta-feira, 30 de novembro de 2017

pensando na voz do Pedro Bial


É algo vulnerável, excitante, cheio de adrenalina e proibido por lei – tudo que faz a gente ficar com mais vontade de fazê-lo, ser observado pelo mundo pode ser algo excitante, é como se a gente estivesse dizendo “Pode olhar, mas sem tocar!" Flua sua imaginação, isso parece aumentar sua autoestima, e pode fazer crescer mais que apenas os batimentos cardíacos; mas, de certa maneira, é também um tipo de protesto silencioso, conseguir fazer algo tão tabu sem ser punido faz você se sentir como se pudesse fazer qualquer coisa, e isso é incrível, não perca nunca esse seu lado – é o lado que não tem medo de se arriscar, e acredite em mim quando eu digo que essa atitude é algo que nós todos precisamos cultivar mais, você sabe, socialmente pode-se considerar alguns casos como problema, pois o fictício foge das normas sociais, e se gostou, é porque o subconsciente já provou. Seja um anarquista 
de si próprio.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

sábado, 22 de julho de 2017

pantufas

Deixe
Meu sangue lavar
Salgado como as ondas do mar
enterrar a sua fala
Sob o ataque aéreo de inveja
sob sua própria razão

Sob a hipocrisia envenenada



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

chorume

meu corpo anda um pouco estranho
preciso tapar alguns buracos
retirar algumas coisas
reparar outras...