O que mais incomodava era sentir o nada, de certa forma o nada pesa, ela sentia o mundo todo, um mundo leve, colorido, enérgico, mas ele para ela era o nada, o vazio, num universo tão vivo e ele era o seu buraco negro, o vácuo o 0. Dizem que até o nada é alguma coisa, mas isso se aplica as leis da astrofisica, neste caso... neste caso é sobre sentimentos, o nada era nada. Era isso que a incomodava, o nada dos carinhos, o nada da atenção, o nada no beijo, o nada no tempo compartilhado, o nada no cheiro, o nada nos elogios, ela sentia tudo em todos, menos nele, a essência do buraco negro dentro dela. Engolido pelo seu vazio, agora ele habita outra dimensão, outro estado da mente, outro tempo, outro espaço, os encantos de outro universo.
quem sou?
- É isso.
- Cigarros e café, calmo e agressivo que acaba empaticamente apático. No inverno se sente bem e olhando para o oceano sabe que nada mal pode acontecer.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
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