pleno, era esse o olhar, pleno e sereno,
ela não estava ali,
leve, pleno...
leve e sereno
ela parecia flutuar sentada no sofá,
os dedos surfavam pelos cabelos de cá pra lá, iniciavam os movimentos e seguiam deslizando até se acabar nas pontas dos fios que caiam suavemente em seu ombro, uma bela onda dourada,
o alvo do olhar?
parede monocromática nada admirável, mas ela não está ali,
nem aqui,
ela estava lá,
o queixo, os lábios, ela parecia jovial, resplendorosa, a mão formando as ondas nos cabelos, o queixo sendo roçado de leve pelos dedos da outra mão, em silencio, um movimento ritmado, leve, sem som, acho que tudo estava lá dentro, lá...
até o meu mundo parava diante a plenitude do seu ser...
é o giz no chão


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